Carpete contra Nadal e Cia.

Setembro 23, 2008

Os argentinos estão ficando espertos. Pelo menos se prevalecer a vontade dos jogadores a final da Davis contra a Espanha será disputada em carpete. Claramente desfavorável a Rafael Nadal e David Ferrer.

David Nalbandian gosta mais de pisos duros e Del Potro está jogando bem em qualquer superfície. Claro que uma equipe que tem o Nadal é favorita em qualquer quadra. Ainda mais agora que haverá dois masters series em quadras cobertas (Paris e Madri) o que ajudará os espanhóis. O que acontece agora é que tudo vai ficar mais nivelado, as dificuldades serão para ambos.
Espanha 3 a 2. Nadal nas duas e Ferrer contra Del Potro.

Será a última???

Abril 16, 2008

Em 2006, acompanhei com carinho o US Open. Seria o último torneio do meu ídolo no tênis, André Agassi. Justamente à partida contra Benjamin Becker, eu não consegui assistir inteira. E confesso que fiquei com um nó na garganta depois daquele ace que decretou a aposentadoria do Agassi. Ele não conseguia mais devido às constantes dores na coluna.

E agora lá vem o Guga. Não chegou a ser um ídolo para mim, até porque temos a mesma idade. Mas o via como um cara que se estivesse de bobeira na quadra toparia bater uma bola. Um cara gente fina. Ídolos também se fazem pela distância e essa “proximidade” com o Guga, o colocava em outro patamar para mim.

Eis que chega seu último torneio no Brasil. E em casa, Floripa. Amanhã ele pega o Franco Ferreiro, que não se chega a assustar pelo tênis demonstrado ao longo da carreira, causa mais “temor” pela condição física do Guga.

Ele mesmo disse que se houvesse um terceiro set na estréia contra o Salamanca não suportaria. Daí dá para imaginar qual será a tática do Ferreiro: trocar bolas, cansar o adversário e levar a partida na boa.

Mesmo tendo um ranking pior que o do Salamanca, Ferreiro deve ganhar esse jogo. O corpo do Guga não suporta mais. E aí teremos mais um espetáculo de comoção e lágrimas no Costão do Santinho, assim como foi na Costa do Sauípe.

Uma pena. Mas dos dois tenistas mais bacanas que surgiram nos últimos tempos, a sina parece ser a mesma. Abandonar as quadras por problemas físicos e perdendo para tenistas medíocres.

Tomara que eu esteja errado.

PS: O Guga, tricampeão de Rolland Garros, etc. etc. etc. disse que a vitória contra o Salamanca foi uma das mais marcantes de sua carreira. É isso que o faz ser um cara tão diferenciado.

É disso que eu falo.

Março 1, 2008

Posso ficar chato, mas vou bater nessa tecla até eu não agüentar mais. Mas olhem a notícia de hoje do Tenisbrasil:

“Ucraniano pára Ljubicic e comemora 1º título em Zagreb” (…)
“Não foi desta vez que o croata Ivan Ljubicic encerrou o jejum de títulos pelo circuito da ATP. O ex-número 3 do mundo não resistiu ao sólido jogo do ucraniano Sergiy Stakhovsky e caiu em dois sets, parciais de 7/5 e 6/4, com 1h48 de partida. O troféu em Zagreb é o primeiro de ATP conquistado por Stakhovsky.
O desconhecido tenista de apenas 22 anos só conseguiu entrar na chave principal na Croácia como lucky-loser. Stakhovsky, 209º do ranking, realizou grande campanha e mostrou a que veio logo na primeira rodada, quando eliminou Ivo Karlovic, cabeça-de-chave 2 do evento”.

Ou ele é um fenômeno ou tem as mesmas chances dos nossos tenistas de chegar lá e surpreender. O ranking dele é abaixo o de vários brasileiros. O que o faz chegar num ATP Tour e surpreender?

Volto à minha tese de que lá fora os caras se acostumam a pegar gente graúda desde o início. São vários fatores para a construção de um grande tenista, até pq Argentina e Chile são nossos vizinhos e produzem mais tenistas talentosos que nós.

Mas o cara lá fora desde cedo tem que viajar sozinho, se virar, fazer dinheiro, treinar forte para poder sobreviver. Aqui o que se tem é um bando de filhinhos de papai que não vão se esforçar aos 17, 18 anos, abdicando de festas e namoradas sendo que os amigos estão aproveitando os melhores momentos que a adolescência os dá.

Federer, Djokovic, Nadal, todos foram pegadores de bola. Imagina falar isso aqui no Brasil?

De novo, o negócio (um dos) é pegar 4, 5 moleques que queiram viver de tênis e viver O tênis (são coisas bem diferentes) e mandar para a Europa. Dar todo o suporte técnico, físico e psicológico. Botar esses caras para competir em torneios, botar a cara a tapa.

Vão perder muito, mas voltarão muito mais “cascudos”. Depois vejam o resultado daqui uns 2, 3 anos.

E parabéns ao Stakhovsky. Assim é que se faz.