Corrida pelo ouro

Maio 8, 2008

Interessante comentário feito por José Dalcim, editor do Tenisbrasil, um dos preferidos desse blog. Nele ele destaac a derrota de Rafael Nadal logo na estréia dele em Roma. Depois de disparar pra tudo quanto é lado, acusando a ATP de sufocar a temporada européia (o que ele tem inteira razão), o espanhol acabou perdendo devido ao cansaço de ter disputado – e vencido – dois torneios seguidos no saibro antes do Masters da capital italiana.

Tenistas não são uma classe unida, um fala, outro também, mas não se chega a uma atitude que provoque uma mudança no status quo. Algo semelhante ao que Guga e Cia. fizeram para tirar Nélson Nastás do poder da CBT. E aí fica tudo ao vento.

No caso de Nadal ele tem razão. Na temporada européia de saibro é um torneio atrás do outro, provocando um desgaste físico e mental enorme nos tenistas. Todos se preparando para Rolland Garros e jogando um torneio atrás do outro.

Mas aí que o texto de Dalcim faz sentido. Ele levanta certos pontos como:

1) Por que Nadal, mesmo não sendo obrigado como acontece nos Masters, jogou em Barcelona?
2) Por que também ele disputou o torneio de duplas em Monte Carlo?
3)  Ele não sabia que a temporada 2008 seria sui generis devido aos Jogos Olímpicos, com um calendário mais apertado?

Dinheiro, claro! Nadal é uma marca, um produto que tem que estar exposto.Nesse sentido, Federer me parece ter mais independência sobre sua vida profissional. E essa “obrigatoriedade” de aparecer, de vencer no saibro, se ser o “adversário de Roger Federer” pode abreviar a carreira do espanhol.

Nadal vive com problemas físicos, não acredito que sua carreira chegue aos 28, 29, 30 anos do mesmo jeito que está agora. Ainda mais com essa caça ao dinheiro cada vez maior entre os tenistas.