Errei.

Novembro 26, 2008

E confesso, errei feliz.
Os hermanitos amarelaram. E como eu torci contra. Os argentinos tiveram sua chance. Sem Nadal, com torcida, piso rápido. Só que eles se esqueceram que do outro lado tinha um time muito forte que teve no grupo o principal ponto.
Lopez e Verdasco ganharam a disputa. Del Potro amarelou feio. Já tinha acusado o golpe mesmo antes da disputa. A derrota do Ferrer e a vitória nas duplas eram previstas. Mas o último jogo foi de doer. Fraco tecnicamente. Faltou perna pro Acasuso que mais uma vez entrega o ouro. Lá como aqui, após uma derrota dessas (o Maracanazzo do tênis argentino) surgem várias teorias para o resultado.
Mas o bom mesmo que eles foram mais uma vez vice. Como sempre eu digo: a Argentina é o Vasco dos países.

Porém, confesso que me surpreendi. Na verdade, eu achei que a dupla brasileira teve mais dificuldade do que deveria. Depois de mais um tie break perdido, tudo caminhava para uma vitória rápida. Mas demos bobeada no quarto set e os croatas empataram.
Bellucci até que lutou muito. Só que o saque do Karlovic definiu a partida. Se antes eu dava 30% para vitória brasileira se o confronto tivesse sido no saibro, hoje eu daria 50%. Jogamos bem, tivemos pouca sorte.
Agora devemos esperar. Se pegarmos Colômbia ou Canadá na chave vamos jogar fora. Equador (de Nicolas Lapenti que quando quer joga muito) e uruguai será em casa.

 

Federer,

tire férias, vá curtir com sua noiva, a gordinha tcheca, em alguma ilha do Caribe, ou na Grécia. Encha a cara, cante em karaokês, teste um fórmula 1, voe de asa delta, enfim, divirta-se.
Quando voltar, a gente espera que você não esteja mais com essa cara fechada, esse semblante de “saco cheio” que você anda apresentando.
Perca o segundo lugar do ranking. Deixa o Djokovic encostar no Nadal. Eles que briguem um pouco. Deixa pra lá por uns meses. Você já ganhou tudo que podia, joga mais que qualquer um, vai bater recordes de Grand Slam, de tempo como número 1.
Aí depois disso tudo se lembre de 2005, aquele ano que ganhar de você era como bater no Hulk usando uma pluma.

Mais do mesmo

Maio 29, 2008

Estive viajando e com o trabalho não deu para atualizar isso aqui. Se bem que dizer mais qualquer coisa sobre a despedida do Guga seria cair em lugar comum. Já disse muito sobre ele mais abaixo.

Também por conta de trabalho vai ser difícil assistir a Rolland Garros, não pude acompanhar jogo algum até agora. Li sobre a derrota de Bellucci e acompanhei a eliminação de Daniel para o Malzer via internet.

A despedida do Guga marca o retorno à realidade. Não acredito mesmo que tenhamos um top 30 em curto prazo. Já comentei aqui também que não se trata nem da questão de discutir talento. Tênis não é um esporte difícil e com treinamento e dedicação dá para fazer bonito.

O que falta a nós é cabeça. É um problema cultural, a “síndrome de vira lata” que nem tendo heróis como Guga conseguimos nos livrar.

Bellucci entrou derrotado contra Nadal (ok, era quase impossível vencer o espanhol) e a imprensa trata como “resultados significativos” vencer challengers e chegar a segunda ou terceira rodada de um Grand Slam.

Guga merecia um legado maior.

PS: Em tempo. Nalbandian perdeu pro 134º do mundo hoje.

Desisti desse troço de academia, após pela 5ª ou 6ª tentativa, vou voltar a fazer aulas (pra voltar a pegar ritmo) e arrumar uns jogos por aí.

Só preciso de uma raquete nova.

 

Recomeço?

Maio 14, 2008

Teremos um duelo pra lá de interessante nas oitavas do Masters de Hamburgo. Estarão frente a frente dois ex-número 1 do mundo que vivem momentos parecidos na carreira.

É inegável que Carlos Moyá é favorito. Apesar de ter caído muito ainda ficou no grupo dos 20, 30 melhores. Hoje é o 11º cabeça de chave do torneio. É aquele típico espanhol: troca de bolas, não arrisca muito, mas pelo menos é mais técnico que figuras deprimentes como o Tommy Robredo, que além de chato é uma figura lamentável, segundo os próprios tenistas.

Safin, pelo contrário, caiu feito um bêbado na ladeira. De grande rival de Guga no saibro europeu, foi pra quase 100º do mundo. É, pra mim, um dos mais talentosos do circuito. Grande saque, belo backhand, repertório completo de jogadas. Mas, como todo bom russo, adora a tal da “aguinha”, não perde uma festa e isso se reflete no seu jogo. Também viveu às voltas com contusões.

Torço para Safin sempre que o vejo jogar e amanhã não será diferente. Ele encarou com humildade o qualifying de Hamburgo e vem embalado. Vamos ver o que ele apronta pro mais regular Moyá.

Mas que seria bom ver o russo de volta ao top 20, e quem sabe, top 10, seria. Hoje infestado por jogadores insossos como Davydenko e Vawrinka.

Lá vem bomba!

Abril 16, 2008

Agora, pegar a Cróacia é desanimador. Seria a sorte suprema um Israel ou uma Coréia na repescagem. Aí diria que estaríamos no Grupo Mundial, até porque perder pra algum desses dois é pedir pra fechar as portas da CBT.
Mas lá vem a Cróacia. Ou melhor, lá vamos nós. Já digo de cara: 5 a 0 pra eles. Talvez tenhamos uma chance nas duplas, mas é muito difícil. Lá, o piso será rápido mortal para nós contra os saques de Ljubicic (que não vive um bom momento, mas é muito bom tenista e adora um carpete), Ancic e do gigante Ivo Karlovic.

Não vai dar. Mesmo com a boa fase de Marcos Daniel, não dá para confiar. E Thomaz Belluci foi uma decepção em Sorocaba.

Segunda divisão em 2009 de novo. Vai ser assim. Batendo e voltando até que consigamos um bom time para disputar o Grupo Mundial.

Ainda há gás?

Fevereiro 29, 2008

Essa é a pergunta que eu me fiz ao ler em alguns sites da iminente queda de Flávio Saretta no ranking da ATP. Queda não, é daqueles tombos que devem doer um bocado. O ex-número 1 do país e ex-top 50, defendia o vice-campeonato do challenger de Bogotá, precisamente 63 pontos, e após desistir da competição ele deve cair para o 480º posto.
Segundo ele, que ficou seis meses parado após uma lesão, é uma decisão acertada:

“Estou consciente da perda de pontos e da queda no ranking, mas decidi dar um passo atrás nesse momento para dar dois para frente num futuro próximo. Depois de Bogotá não tenho mais pontos para defender e estando 100% tenho certeza de que só vou somar e ficar mais próximo do meu objetivo que é voltar ao Top 100″.

Aí que fica a minha pergunta lá do título. Ainda há gás? Saretta não é um veterano, mas também está longe de ser um garoto. Aos 27 anos, ele vê a ascensão de Thomas Belucci, de apenas 19, num mundo em que os tenistas cada vez mais jovens despontam.

Ele terá que recomeçar a carreira, voltar a disputar torneios de baixa pontuação para começar a galgar os difíceis degraus do ranking. Mas quanto tempo isso levará? Saretta diz que o objetivo é voltar ao Top 100 e isso mesmo para a temporada 2009 teria que vir acompanhado de resultados que o próprio não alcança há anos. Isso se ele não tiver mais lesão alguma que o faça ficar parado algum tempo. Hoje, ele está em 299º do ranking. Vai perder mais de 100 posições.

Não custa torcer, mas eu acho muito pouco provável.