Olha, valeu a pena acordar super cedo e ficar quase cinco horas em frente à TV para assistir a um dos melhores e mais tensos jogos q eu já vi. Não foi um primor de técnica, mas de emoção ninguém pôde reclamar. Cinco sets e qualquer um poderia ter vencido e mereceria caso fosse. Tudo que uma partida com esse grau de tensão tem que ter aconteceu: erros não forçados, braços presos, winners, torcida ativa, erros dos juizes…
Toda vez que alguém conseguia uma pequena vantagem, o braço encolhia e o adversário crescia. E como os dois queriam vencer. A cada ponto importante se viu coisa que só se vê em jogos de Copa Davis, tanto Murray quanto Djokovic chamaram a torcida, muito diferente do jeito “sou um gênio, mas não tenho saco pra esse joguinho”, postura insuportável do Federer. Ambos mostraram um coração incrível, inclusive Murray, que é conhecido pelo “amarelão”. Mesmo no quarto set, que perdeu por 6/1, visivelmente se poupando para o quinto.
O resultado era impossível de se prever, dado que os dois oscilaram o tempo todo. Porém, quando todos achavam que a fatura estava liquidada, Djokovic, que teve 5/2 no quinto e sacava em 5/3, perde o saque de zero. Aí Murray veio para cima. Todos vão se lembrar do 11o game do quinto set (5/5), quando o escocês teve dois breaks e não conseguiu fechar, com o número 1 do mundo acertando uma paralela, para salvar um dos breaks, que tem que entrar nos highlights do campeonato.
No fim, (6/3, 3/6, 6/7(4), 6/1, 7/5) venceu quem teve mais frieza e está mais acostumado a decidir. Djokovic chega à terceira final de Grand Slam seguida, feito que só Rod Laver, Pete Sampras, Rafael Nadal e Roger Federer conseguiram.
Vamos a mais um Djokovic x Nadal e, claro, a torcida é TODA pelo bicampeonato do sérvio. Mas, preparem-se, Murray subiu um degrau no jogo.
