Meu Deus. Faz muito tempo. Isso se chama, na verdade, de falta de tempo. E preguiça. Não está acontecendo muita coisa interessante no tênis nesses dias que me faça vir aqui com alguma freqüência. E parafraseando o Agamenon Mendes Pedreira, duvido que algum dos meus 7 leitores e meio (um é analfabeto) sentiu muita saudade.
Nesse meio tempo muita gente ganhou, muita gente perdeu, o Nadal estourou como era de se esperar, o Federer vai ganhando daquele jeito de empurrar com a barriga. Aliás, o suíço é o típico caso no tênis que se ganha com a camisa, ou com a raquete. Tipo a seleção brasileira de futebol. Pode não estar naqueles dias, mas a camisa se impõe. E eu não me lembro da última grande atuação do marido da Mirka.
O Djokovic assumiu mesmo ser o quarto do mundo e fica naquela zona de conforto. Deixa o Murray se lascar para pegar o número 2 e sabe que o Del Potro ameaça, ameaça, mas no fim, sai de cima. O Safin não quer nada há muito tempo.
Sá e Melo chegaram naquele estágio que era o previsto. Ou seja, não eram essa dupla toda. Pena por que faz falta ter para quem torcer. E não me venham com Bruno Soares. No dia que ele fizer uma parceria inteiramente brasileira eu torço para ele.
Depois dos Masters, veio Rolland Garros e a queda do Nadal. Até hoje ficam botando panos quentes na briga dele com o Soderling, que é a antipatia em pessoa. O tênis precisa de umas polêmicas. Tá tudo muito chato e conservador.
Falando nisso, temos aí Wimbledon. E a grande novidade é… o teto retrátil! Uau. Que grande coisa. O que adianta? Já chiaram. E se chover as outras tantas quadras terão que interromper os jogos do mesmo jeito. Só adianta para a Central. Pelo menos, o jogo rápido reserva mais surpresas. Só o fato de termos nas quartas Hass, Hewitt e Ferrero, esse então uma zebraça.
Eu torço pelo Murray. O Federer merece bater a marca do Sampras contra o Nadal. Senão fica aquela “ah, mas o espanhol não jogou Wimbledon”. Torço para que o suíço seja eliminado contra o Karlovic ou nas semi para ficar menos doloroso.
Enfim, vamos ver o que esse fim de semana reserva. Só não me peçam para falar do tênis brasileiro, essa do Emílio Sanchez é para dar resultado daqui uns 10 anos. Já é algo.

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