Ontem, o japonês Kei Nishikori, de apenas 18 anos, surpreendeu e venceu num confronto épico, o espanhol David Ferrer, semifinalista do US Open do ano passado e quarto (até então) do mundo.
Nishikori chegou a abrir 2 a 0 quando sofreu o empate e venceu no quinto – cheio de cãimbras – por 7/5. Agora ele pega o argentino Del Potro que vem de 22 partidas seguidas sem derrota.

Por isso que eu insisto na tecla de que o grande problema dos nossos tenistas é a cabeça. O maldito complexo de vira-lata tão falado por Nélson Rodrigues.

O japonês chegou, encarou um jogador melhor do que ele, e venceu. Nota: ele não está nem entre os cem melhores do mundo (126º), seu melhor ranking foi o 99º posto em abril e já venceu um ATP Tour este ano batendo James Blake na decisão.

Não é possível que não tenhamos UM tenista que seja do mesmo nível mental que Nishikori.

Bellucci e Cia. que me desculpem, mas prefiro acreditar na próxima geração. Se é que há.

Mais do mesmo

Agosto 28, 2008

As anunciadas mudanças no calendário da ATP na verdade são figurinhas que todo mundo sabia. Hamburgo chiou, esperneou, ameaçou entrar na justiça, mas não adiantou. Perdeu o status de Masters Series e foi jogado pro meio do ano.

Como a China está na moda, para não deixar de ser a associação que manda no tênis masculino deu uma “politicada” e após “tirar” o Masters Cup de Xangai, deu um Masters Series para a cidade chinesa. Nada mal não?

O que eu continuo não entendendo é o fato de Rolland Garros e Wimbledon serem tão próximos. Não entra na minha cabeça o porquê disso. São os torneios mais charmosos do circuito e os tenistas têm um mês para se preparar de um para o outro.

No mais, nada de muito novo. O Brasil Open continua na distante Costa do Sauípe privilegiando quem tem dinheiro para bancar o alto custo de desfrutar daquele paraíso.

Isso que é popularizar o tênis!

Tá bem o Djokovic?

Agosto 28, 2008

Para Tiago Alves

Agosto 28, 2008

Meu caro, eu sei que você não deve ler esse blog, mas se por um acaso o fizer leve em consideração essas poucas e humildes palavras.
Você vai encarar o maior de todos – juntamente com o Sampras – você não vai ganhar, por pior que esteja a fase do cara. Então, vá pra cima dele. Dê espetáculo, não se preocupe com o resultado. Preocupe-se em aparecer. Isso mesmo. Mostre para patrocinadores e público o seu talento. Mesmo que ele não seja necessário para derrotar Federer, pode render algo. Bellucci foi super elogiado depois da derrota em Roland Garros para Nadal. Faça parecido, pra cima do suíço. Depois veja quais os dividendos.

Luz no fim do túnel?

Agosto 28, 2008

Será? Não sei, a impressão que tive após o passeio do Federer pra cima do argentino (esqueci o nome dele) foi que o suíço gostou do que fez. A comemoração – ele sempre contido – me deu essa sensação.
Ele que havia dito que precisava dar um tempo, talvez arrume gás pro fim do ano. Tomara. Ver o Nadal no número 1 não me agrada muito.

Pequim? Não vi. Dormi.

Agosto 28, 2008

Por motivos óbvios (pelo menos para mim) não assisti à partida alguma das olimpíadas. Talvez pudesse ter visto a semi entre Djokovic e Nadal. Mas, com o torneio olímpico valendo pontos para o ranking e subvertendo todo o espírto da coisa, não me animei.

 

Federer,

tire férias, vá curtir com sua noiva, a gordinha tcheca, em alguma ilha do Caribe, ou na Grécia. Encha a cara, cante em karaokês, teste um fórmula 1, voe de asa delta, enfim, divirta-se.
Quando voltar, a gente espera que você não esteja mais com essa cara fechada, esse semblante de “saco cheio” que você anda apresentando.
Perca o segundo lugar do ranking. Deixa o Djokovic encostar no Nadal. Eles que briguem um pouco. Deixa pra lá por uns meses. Você já ganhou tudo que podia, joga mais que qualquer um, vai bater recordes de Grand Slam, de tempo como número 1.
Aí depois disso tudo se lembre de 2005, aquele ano que ganhar de você era como bater no Hulk usando uma pluma.

Complexo de vira lata

Agosto 14, 2008

 

A verdade é essa: os tenistas brasileiros não inspiram confiança em ninguém. Talentosos? Ok. Mas só isso não é suficiente. O Belucci, por exemplo, ressucitou o Hrbaty que há séculos não ganhava de ninguém. Do Daniel, nem falo mais.
Chegaram ao top 80 graças aos challengers. Vitórias em ATP Tours? Pouquíssimas. Enquanto isso, vamos vendo gente chegar junto, de ranking até menor, aos grandes e pelo menos encarando.
Quando vamos parar de dizer “nossa, o belucci deu trabalho para o Nadal”?