Esporte de faz de ídolos. Ídolos são feitos – obviamente – de vitórias. Então o que adianta ter vitórias se o público não pode acompanhar?

Não temos um jogador de simples que possa fazer frente aos melhores do mundo. Perdemos a mão na época da gugamania e deixamos de formar jogadores. Agora, temos que correr com o que há de melhor. E hoje o que temos de melhor é a dupla Marcelo Melo/André Sá.

Nunca tivemos tradição em duplas. Tirando a parceria Carlos Kirmayr/Cássio Motta que foi a um Masters (me corrijam se estiver equivocado) até hoje nunca tivemos resultados expressivos na modalidade.

O meu ponto é: já que não temos um grande jogador para a molecada se espelhar que transmitam os jogos de Melo e Sá! De algum jeito, as vitórias da dupla que hoje é a DÉCIMA na Corrida dos Campeões, vai empolgar os meninos, seja pra jogar com parceiros ou simples mesmo. Só este ano foram dois títulos em ATP Tours, Sauípe e Portschach.

Quem sabe não vem um Grand Slam?

Mais uma vez estamos deixando o bonde passar.

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Hoje, eles venceram de virada a dupla italiana Simone Bolelli e Andreas Seppi por 4/6, 6/3 e 6/2.

Mais do mesmo

Maio 29, 2008

Estive viajando e com o trabalho não deu para atualizar isso aqui. Se bem que dizer mais qualquer coisa sobre a despedida do Guga seria cair em lugar comum. Já disse muito sobre ele mais abaixo.

Também por conta de trabalho vai ser difícil assistir a Rolland Garros, não pude acompanhar jogo algum até agora. Li sobre a derrota de Bellucci e acompanhei a eliminação de Daniel para o Malzer via internet.

A despedida do Guga marca o retorno à realidade. Não acredito mesmo que tenhamos um top 30 em curto prazo. Já comentei aqui também que não se trata nem da questão de discutir talento. Tênis não é um esporte difícil e com treinamento e dedicação dá para fazer bonito.

O que falta a nós é cabeça. É um problema cultural, a “síndrome de vira lata” que nem tendo heróis como Guga conseguimos nos livrar.

Bellucci entrou derrotado contra Nadal (ok, era quase impossível vencer o espanhol) e a imprensa trata como “resultados significativos” vencer challengers e chegar a segunda ou terceira rodada de um Grand Slam.

Guga merecia um legado maior.

PS: Em tempo. Nalbandian perdeu pro 134º do mundo hoje.

Desisti desse troço de academia, após pela 5ª ou 6ª tentativa, vou voltar a fazer aulas (pra voltar a pegar ritmo) e arrumar uns jogos por aí.

Só preciso de uma raquete nova.

 

Freud explica?

Maio 19, 2008

O problema do Federer só pode ser resolvido num divã. Abrir 5 a 1 e perder SETE, não foram cinco, nem seis, foram SETE games seguidos, não é coisa pra 1º do mundo. E pior, repertir parte da façanha no segundo set, menos mal que ele venceu.
Falta de jogo não é. Se houver algum psicólogo lendo isso aqui, que me escreva pra tentar achar alguma “síndrome” (pq psicólogos adoram falar em síndromes) que explique o ano do suíço.

Em tempo: não pude ver a final por conta de um congresso em que estava.
Em tempo II: nas melhores condições quem venceria mais no saibro: Nadal, Guga ou Bjorn Borg?
Em tempo III: Djokovic já ajudou a quebrar o “monopólio” Federer-Nadal, mas bem que podiam aparecer mais uns dois. Ver Davidenko como número 4, sendo que jamais ganhou, nem chegou perto, um Grand Slam é decepcionante.

Recomeço?

Maio 14, 2008

Teremos um duelo pra lá de interessante nas oitavas do Masters de Hamburgo. Estarão frente a frente dois ex-número 1 do mundo que vivem momentos parecidos na carreira.

É inegável que Carlos Moyá é favorito. Apesar de ter caído muito ainda ficou no grupo dos 20, 30 melhores. Hoje é o 11º cabeça de chave do torneio. É aquele típico espanhol: troca de bolas, não arrisca muito, mas pelo menos é mais técnico que figuras deprimentes como o Tommy Robredo, que além de chato é uma figura lamentável, segundo os próprios tenistas.

Safin, pelo contrário, caiu feito um bêbado na ladeira. De grande rival de Guga no saibro europeu, foi pra quase 100º do mundo. É, pra mim, um dos mais talentosos do circuito. Grande saque, belo backhand, repertório completo de jogadas. Mas, como todo bom russo, adora a tal da “aguinha”, não perde uma festa e isso se reflete no seu jogo. Também viveu às voltas com contusões.

Torço para Safin sempre que o vejo jogar e amanhã não será diferente. Ele encarou com humildade o qualifying de Hamburgo e vem embalado. Vamos ver o que ele apronta pro mais regular Moyá.

Mas que seria bom ver o russo de volta ao top 20, e quem sabe, top 10, seria. Hoje infestado por jogadores insossos como Davydenko e Vawrinka.

Superman!

Maio 14, 2008

 

Guga, em entrevista a Rede Globo, disse como seria seu tenista perfeito. Ele teria o saque do Roddick, o voleio do Federer e a concentração do Nadal, entre outros.

Fiquei pensando. O Guga tem a minha idade, 31, vive o tênis há tanto tempo quanto eu. Com certeza viu Becker, Sampras, Agassi, o fim da carreira de McEnroe. Enfim, meu tenista perfeito teria alguns dos golpes desses aí. A saber:

Saque: Ok, Andy Roddick. Mas menção honrosa a Goran Ivanisevic e – quem lembra? – Zlobodan Zivojinovic
Forehand: Roger Federer. Não é uma potência, mas coloca a bola onde quer
Backhand: Guga. Aquelas paralelas são como uma marca registrada dele
Voleio. Pete Sampras. Colocar o Federer acima do americano nesse quesito é ignorar um dos maiores voleadores de toda história. Senão o melhor. Ainda colocaria Boris Becker na frente do suíço.
Devolução de saque: Andre Agassi. Com dois corpos de vantagem sobre os demais
Força mental: Difícil. É subjetivo demais. Mas fico com o Guga: Rafael Nadal

Falar dos melhores é até fácil. Agora o desafio é pensar no inverso: quem serão os donos dos PIORES golpes do tênis. Claro que vou me ater entre os Top 10, ou aqueles que já figuraram lá, senão era só citar uns aí que figuram no fim da lista da ATP.

Não sei, mas será que Federer está literalmente “de saco cheio” do tênis? O que ele vem jogando nem de longe lembra o Federer de 2006, por exemplo, ou até mesmo do ano passado, quando teve seus percalços, mas manteve a média de títulos.

Esse ano só ganhou um ATP, o de Estoril, que não é dos maiores e mais nada. Final mesmo só em Monte Carlo, quando perdeu para o Nadal.

Apático, desinteressado, sem disposição. Ele só mostrou alguma coisa quando viu que a partida estava indo para o buraco. Faço outra pergunta (dessa vez para o lado negativo): o que está acontecendo com o suíço?

Em tempo: Nadal e Federer entregaram o torneio pro Djokovic.

Em tempo II: Stepanek já apareceu demais nesse blog.

 

Olha o jeitão que o Stepanek comemorou a vitória sobre o Federer. Tá certo que foi sobre o número 1 do mundo, mas ô sujeito estranho. E ainda namora mulheres lindas…

Quando você vê uma mulher linda ao lado de um sujeito feio, logo dispara “esse aí deve ser rico”. Num ataque direto de machismo. Ora, não é querer ser machista, mas certas coisas são complicadas de entender. No caso desse sujeito aí embaixo. Diga-me ávida leitora (se é que você existe) o que você acha dele? Bonito, simpático, cara de bom amante?

Enfim, perdoem-me, mas Radek Stepanek tem no seu currículo algo muito melhor que vitórias no circuito ou um título no Grand Slam. Entre suas conquistas amorosas estão Martina Hingis e Nicole Valdisova. Uma a gente até podia dizer “Ok, todo mundo tem essas sortes”, mas duas beldades?

Bom, ricos todos eles são. Logo, não podem fazer comentários machistas sobre questões financeiras.

O cara nem é dos melhores do circuito. Hoje é o número 27º (acabou de ganhar do Federer em Roma), portanto também não se pode dizer que elas caiam de amores por ele em busca de ascensão profissional e/ou social.

Será ele um cara legal demais? Daqueles que conquistam pelo papo? Ou será o tipo que fica impregnando até conseguir?

O que terá de tão especial Radek Stepanek?

Corrida pelo ouro

Maio 8, 2008

Interessante comentário feito por José Dalcim, editor do Tenisbrasil, um dos preferidos desse blog. Nele ele destaac a derrota de Rafael Nadal logo na estréia dele em Roma. Depois de disparar pra tudo quanto é lado, acusando a ATP de sufocar a temporada européia (o que ele tem inteira razão), o espanhol acabou perdendo devido ao cansaço de ter disputado – e vencido – dois torneios seguidos no saibro antes do Masters da capital italiana.

Tenistas não são uma classe unida, um fala, outro também, mas não se chega a uma atitude que provoque uma mudança no status quo. Algo semelhante ao que Guga e Cia. fizeram para tirar Nélson Nastás do poder da CBT. E aí fica tudo ao vento.

No caso de Nadal ele tem razão. Na temporada européia de saibro é um torneio atrás do outro, provocando um desgaste físico e mental enorme nos tenistas. Todos se preparando para Rolland Garros e jogando um torneio atrás do outro.

Mas aí que o texto de Dalcim faz sentido. Ele levanta certos pontos como:

1) Por que Nadal, mesmo não sendo obrigado como acontece nos Masters, jogou em Barcelona?
2) Por que também ele disputou o torneio de duplas em Monte Carlo?
3)  Ele não sabia que a temporada 2008 seria sui generis devido aos Jogos Olímpicos, com um calendário mais apertado?

Dinheiro, claro! Nadal é uma marca, um produto que tem que estar exposto.Nesse sentido, Federer me parece ter mais independência sobre sua vida profissional. E essa “obrigatoriedade” de aparecer, de vencer no saibro, se ser o “adversário de Roger Federer” pode abreviar a carreira do espanhol.

Nadal vive com problemas físicos, não acredito que sua carreira chegue aos 28, 29, 30 anos do mesmo jeito que está agora. Ainda mais com essa caça ao dinheiro cada vez maior entre os tenistas.