É, foi…

Abril 18, 2008

Ainda não acabou. Só em terras brasileiras.

Mas, de todo jeito, VALEU GUGA!

 

Será a última???

Abril 16, 2008

Em 2006, acompanhei com carinho o US Open. Seria o último torneio do meu ídolo no tênis, André Agassi. Justamente à partida contra Benjamin Becker, eu não consegui assistir inteira. E confesso que fiquei com um nó na garganta depois daquele ace que decretou a aposentadoria do Agassi. Ele não conseguia mais devido às constantes dores na coluna.

E agora lá vem o Guga. Não chegou a ser um ídolo para mim, até porque temos a mesma idade. Mas o via como um cara que se estivesse de bobeira na quadra toparia bater uma bola. Um cara gente fina. Ídolos também se fazem pela distância e essa “proximidade” com o Guga, o colocava em outro patamar para mim.

Eis que chega seu último torneio no Brasil. E em casa, Floripa. Amanhã ele pega o Franco Ferreiro, que não se chega a assustar pelo tênis demonstrado ao longo da carreira, causa mais “temor” pela condição física do Guga.

Ele mesmo disse que se houvesse um terceiro set na estréia contra o Salamanca não suportaria. Daí dá para imaginar qual será a tática do Ferreiro: trocar bolas, cansar o adversário e levar a partida na boa.

Mesmo tendo um ranking pior que o do Salamanca, Ferreiro deve ganhar esse jogo. O corpo do Guga não suporta mais. E aí teremos mais um espetáculo de comoção e lágrimas no Costão do Santinho, assim como foi na Costa do Sauípe.

Uma pena. Mas dos dois tenistas mais bacanas que surgiram nos últimos tempos, a sina parece ser a mesma. Abandonar as quadras por problemas físicos e perdendo para tenistas medíocres.

Tomara que eu esteja errado.

PS: O Guga, tricampeão de Rolland Garros, etc. etc. etc. disse que a vitória contra o Salamanca foi uma das mais marcantes de sua carreira. É isso que o faz ser um cara tão diferenciado.

Lá vem bomba!

Abril 16, 2008

Agora, pegar a Cróacia é desanimador. Seria a sorte suprema um Israel ou uma Coréia na repescagem. Aí diria que estaríamos no Grupo Mundial, até porque perder pra algum desses dois é pedir pra fechar as portas da CBT.
Mas lá vem a Cróacia. Ou melhor, lá vamos nós. Já digo de cara: 5 a 0 pra eles. Talvez tenhamos uma chance nas duplas, mas é muito difícil. Lá, o piso será rápido mortal para nós contra os saques de Ljubicic (que não vive um bom momento, mas é muito bom tenista e adora um carpete), Ancic e do gigante Ivo Karlovic.

Não vai dar. Mesmo com a boa fase de Marcos Daniel, não dá para confiar. E Thomaz Belluci foi uma decepção em Sorocaba.

Segunda divisão em 2009 de novo. Vai ser assim. Batendo e voltando até que consigamos um bom time para disputar o Grupo Mundial.

Assistindo ao jogo de duples entre Brasil e Colômbia, no último sábado, fique pensando como seria se Marcelo Melo e André Sá tivesse jogado a Davis na época do Guga. Lembrando que apenas com o ex-número 1 do mundo como destaque (ok, o Meligeni ganhou alguns – pouco – jogos importantes) chegamos às semifinais da competição.
Olha, não sei não, mas caso tívessemos no mesmo time os três, acho que poderíamos ter avançado ainda mais ou ter marcado presença constante em semifinais e – por que não? – finais da Davis.

Façam-me o favor!!!!!!!

Abril 11, 2008

Depois reclamam. Não dá. Decididamente não dá. A nossa “grande esperança” no tênis acaba de perder um jogo GANHO contra o fraquíssimo Santiago Giraldo, por 3 a 2, depois de estar vencendo por 2 a 0. O cara fica duas semanas se preparando pra Davis e perde por causa de cãimbras?!?!?!?!?!
Vi até o 2 a 0 e por motivos de trabalho tive que sair de casa. E qual não foi a minha surpresa ao chegar e ver o placar parcial do jogo. Aliás, que jogo chato, apenas as enfadonhas trocas de pancadas do fundo de quadra, como bem disse a Maria Ester Bueno, ninguém tentava nada. E como deu saudades do Guga ao vê-lo de fora apenas assistindo à pelada.
Melhor nem falar nada e esperar o Daniel empatar o confronto.
Pobre tênis brasileiro.

“O esporte que o meu irmão ama, mas que eu não consigo entender”
“Por que depois do 30 vem o 40 e não 45?”
“Não consigo curtir tênis”
“Eu acho muita frescura esse negócio de não poder fazer barulho”

Ao longo de 22 anos jogando tênis essas foram algumas das milhares de frases que eu ouvi sobre o esporte que eu mais gosto.
Quando comecei a jogar tênis, estava em Erlangen, na Alemanha, no auge da era Boris Becker, um pouco antes da chegada de Michael Stich. Ou seja, tênis era o esporte número um do país, recém derrotado pela Argentina na final da Copa de 86.
Além de Becker, havia Lendl, Edberg, Wilander, Leconte, Noah… Logo surgiriam Agassi, Sampras, enfim… só gente que sabia o que fazia em quadra. Categoria pura. Assim é mais fácil atrair um moleque pra quadra.
Hoje em dia, a qualidade está lá embaixo. Como eu já disse aqui, não tenho muita paciência para assistir a jogos preliminares dos torneios da ATP. Começo a acompanhar a partir das semi, ou quando há algum jogo de tenistas que eu considere interessantes. Desse grupo você tira argentinos (menos o Nalbandian), os espanhóis (menos o Nadal), Davidenko (chatíssimo), entre outros. Só para ilustrar, o jogo de ontem entre Cañas e Andreev perdia pras peladas que disputava nos meus áureos tempos. Ô jogo horrível!
Tudo isso para chegar ao ponto que eu e um amigo com quem jogo tênis estávamos discutindo, deliberando, viajando eu diria, sobre como o tênis poderia se tornar mais atrativo para o grande público, leigo no esporte. Tirando o futebol, que está enraizado em todo o planeta, alguns esportes, como o vôlei, mudaram regras e tiveram um aumento de audiência na TV e de público nos ginásios.
Vamos ver se você concorda com alguma das nossas alucinações:

1) Fim do segundo serviço. Essa eu defendo há muito tempo. Tendo uma só chance o sacador só teria duas alternativas: ou botar a bola na quadra ou enchê-lo de efeito tornando os games de saque mais equilibrados e competitivos.

2) Mudança na pontuação. Ninguém é obrigado a saber que a pontuação vem de remotas épocas em que se jogava um tipo de esporte que seria o protótipo do tênis, e que cada ponto jogado uma equipe avançava quinze passos, depois mais quinze, dez e aí fim de game. Algo mais simples, 1,2,3, ou 10, 20, 30, enfim, algo que aproxime o leigo do que está acontecendo em quadra.

3) Mudança nos games. Essa está ligada à de cima. Você faz 4 pontos (15, 30, 40, game), vence o game e aí tem que fazer isso seis vezes para ganhar um set. Se for num Grand Slam, faça isso três vezes e você ganhará a partida. Longo? Complicado? Não para mim que joga esse troço há um tempão. Mas pergunta pra tua tia que não sabe nem quem é o Alexandre Pato se ela vai entender. Que tal disputas em Tie Breaks? Melhor de 11 tiebreaks, ou games mais curtos? Quando era moleque e a quadra estava lotada, fazíamos disputas em tiebreaks para todo mundo poder jogar sem esperar muito. Era mais dinâmico e divertido.

4) Fim da vantagem no 40 iguais. Essa já existe nos torneios amadores. O recebedor escolhe o lado que vai receber o saque no 40 iguais. O que diminui no tempo de jogo é uma beleza.

Coloquei só quatro, as mais plausíveis, para ninguém se assustar. Se daria certo eu não sei, mas talvez fosse divertido assistir a alguns testes.

Agora, alguém acredita que a ATP ou a ITF vão mudar algo?

PS: claro que mudança alguma dá resultado se você não tiver ídolos. E isso aqui no Brasil tá difícil… muito difícil.

Sorte pouca é bobagem

Abril 2, 2008

Sorte é algo que geralmente acompanha os melhores. Mas nesse caso a equipe brasileira, que n é das top nem na América deve comemorar. Eu, logo abaixo, tinha dito que o confronto contra a Colômbia se daria nos jogos contra Santiago Giraldo, já Marcos Daniel e Thomaz Bellucci não teriam muitas chances contra Alejandro Falla.
E não é que o colombiano não deve nos enfrentar em Sorocaba? Tudo por causa de uma hérnia segundo conta o Tenisnews:

“Falla sentiu uma distensão nas costas quando jogava o ATP de Las Vegas contra o americano John Isner na primeira rodada. (…) Os primeiros exames feitos na Colômbia mostraram que o tenista está com hérnia de disco, o que o tiraria das quadras de quatro a seis semanas. Outros exames foram realizados e o resultado sai na sexta-feira onde definirá sua participação na Davis. “Não quero arriscar. As partidas na Davis são de cinco sets e a lesão é bastante delicada. Por isso, essa vez creio que não jogarei pela Colômbia”.”

Ou seja, agora vencer torna-se mais que uma obrigação, é um dever cívico bater a fraquíssima equipe da Colômbia que deve ter Juan Sebastian Cabal no lugar de Falla e é só o número 292 do ranking da ATP.

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