É bom se garantir contra esse aí…
Março 25, 2008

Pois bem. Saíram os convocados para os jogos contra a Colômbia pelas semifinais do Zonal Americano da Copa Davis. Ninguém esperava algo diferente de Marcos Daniel , Thomaz Bellucci e a dupla sensação André Sá e Marcelo Melo. Não pq tenham excelentes rankings ou grandes resultados, à exceção da dupla que vêm dando alegria, é o que temos de “melhor” mesmo. Com muitas aspas.
Os jogos acontecem entre os dias 11 e 13 de abril e mesmo não tendo tradição no tênis, não vai ser nada fácil ganhar dos colombianos. A saber Alejandro Falla, 88 do mundo, e Santiago Giraldo, 169º, este mais afeito às quadras duras.
Coloquemos um ponto para nós na dupla. ok, 1 a 0. Acredito que tanto Daniel quanto Belluci percam para Falla. O Daniel não me convence de jeito algum e não sei se Bellucci vai se comportar em provavelmente abrir o confronto contra o número 1 deles. Dois a um para eles. Aí o fiel da balança vai ser logo o segundo jogo do primeiro dia (geralmente entre o primeiro local e o segundo visitante), entre Daniel e Giraldo. Se Daniel ganhar, aí temos grandes chances de chegar no último dia precisando de uma vitória. Dois a dois.
Caso Daniel realmente não consiga passar por Falla, aí Bellucci vai ter que decidir a parada na última partida.
Não aposto em nada nesse jogo.
Claro que tudo isso é no “chutômetro”, mas é bom ganhar os dois jogos contra Giraldo. Senão…
O nº 1 do ano
Março 23, 2008

O primeiro set foi de dar sono. O Fish parecia um juvenil e errava mais do que podia, enquanto que o Djokovic ficava na dele, apenas botando a bola para o outro lado sem muito brilho. Tudo caminhava para uma vitória fácil do sérvio, afinal tinha feito 6/2 no primeiro set e tinha 4/2 no segundo (será que os nervos novamente atacaram?). Aí finalmente o jogo melhorou um pouco, tirando alguns belos pontos, nada de tão interessante assim.
Eu destacaria a consistência do jogo do Djokovic. Ele não dá show como Federer e Nadal (quando ambos querem jogar), mas parece ter uam regularidade que foi esquecida pelos dois. Além de sacar muito bem, vide o primeiro game do terceiro set em que ele saiu de 0/40 com TRÊS aces.
O número um do ano ganha mais uma, enquanto que o Fish agora deve arrumar um patrocínio para poder botar um uniforme mais bacana. Jogar de meia-soquete é dose!
O curioso é que o sérvio venceu os dois torneios mais importantes do ano até agora e os dois logo acima nem chegaram a uma final sequer.
Out!
Março 11, 2008
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Por motivo de trabalho, não consegui assistir ao jogo entre Federer e Sampras ontem. Ninguém merece.
Em tempo, não achei uma ilustração melhor que essa no Google.
É bom abrir o olho…
Março 7, 2008

Uma vez, acho que durante o Australian Open, não me recordo, aa ESPN Internacional divulgou um estatística do Rafael Nadal em que o título era “Clay or Go Home” (Saibro, ou volte para casa), sobre os números nada animadores do espanhol em superfícies rápidas. Claro que é um exagero. Ele foi vice de Wimbledon duas vezes seguidas, ganhou Masters Series em piso sintético. Mas não deixa de ser curioso que o segundo colocado do ranking mundial esteja novamente em um jejum de títulos, sempre antes da temporada européia de saibro começar. Digo novamente, pq lembro da temporada 2007 em que ele também ficou vários meses sem levantar um troféu.
Só que naquela época o circuito era praticamente um “escravos de jó” entre Nadal e Federer. Um ganhava tudo no sintético e o outro no saibro. Não havia o Djokovic.
Agora, o sobrinho de Tony Nadal não vai poder se dar ao luxo de ficar seis, sete meses sem ganhar torneios. A proximidade do sérvio vai aumentando e não duvido nada que tenhamos um novo número dois até o fim da temporada.
Considero Novak Djokovic mais completo que Nadal, e torço muito para que o sérvio leve a melhor nessa disputa pela vice-liderança do ranking.
***
E esse ano continua o calvário. Rafa foi atropelado por Andy Roddick no segundo set (7/6 (5) e 6/2) e perdeu de novo nas quartas em Dubai pelo segundo ano consecutivo. Perde a chance de encostar mais em Federer e vê Djokovic como candidatíssimo ao título do torneio.
Toma jeito, moleque!
Março 6, 2008

O Djokovic é uma figuraça e todo mundo está careca de saber disso. Mas ele só pode estar de sacanagem. O cara é terceiro do ranking há algum tempo, vice do US Open, campeão do Australian Open, com um currículo bem bom e ainda me fala em nervosismo??? E contra o Santoro??? Se fosse numa final, até entendo, mas nas quartas de final em Dubai?
Sei não, eu já ouvi o cara falar várias vezes que os nervos dele quase o deixaram na mão e etc. Não sei até quando Nole vai ser mais forte que eles.
Mas, tem o outro lado também. O de humanizar o tenista. Djokovic vem fazendo um bem danado ao circuito e não é de hoje que sou seu fã. Acho que ele é perfeito para ocupar o lugar de Andre Agassi como o tenista outsider; aquele q não segue as regras certinhas do tênis e tem sempre algo novo a mostrar.
Só podia parar de frescura e controlar os nervos, não?
A matéria sobre o jogo você pode ler aqui.
Azedou?
Março 5, 2008

Muita gente previa a derrota de Federer para Andy Murray em Dubai. isso por que o suíço estava desde a derrota na semi do Australian Open sem jogar e o escocês é um dos grandes talentos do circuito. Sem contar que nos confrontos diretos estavam empatados em 1 vitória para cada.
Mas pq se fala tanto nisso?
Além de ser uma derrota do quase imbatível número um do mundo, ela faz com que Rafael Nadal se aproxime do suíço no ranking. Mesmo que não chegue ao topo – e não chegará devido aos vários pontos que ainda defende no primeiro semestre – o espanhol já dá um pequeno susto ao encostar no rival.
Mas não é só isso. Usualmente polido, discreto e cordial com seus adversários, Federer perdeu a paciência e disparou contra Murray. Segundo o Tenisbrasil, ele disse:
“Murray fica muito atrás do fundo da quadra e isso faz com que você tenha de correr bastante. Ele tende a esperar um monte de erros do adversário, e eu acabei lhe dando esses erros”.
E continuou:
“Normalmente você busca ganhar o ponto e não ficar esperando que seu adversário erre”.
O que está havendo com ele?
Eu acho que depois de ficar tanto tempo ganhando, ganhando, ganhando, ele começou a ficar de saco cheio. É, simples. Os adversários começaram a descobrir como se joga contra ele. As derrotas começaram a ficar se não freqüentes apareceram mais. Aí, ele começou a ser cobrado cada vez mais, perguntando pelos pqs das derrotas, como se fosse um crime Roger Federer perder. Aí, a cabeça começa a entrar nessa cobrança, a paciência na quadra quando as coisas não dão certo vai embora, etc, etc.
É como diz Novak Djokovic:
“É evidente que quando o tempo passa se aprende mais e mais, especialmente jogando contra ele (Federer). Portanto, acredito que após os resultados dos dois últimos meses mais jogadores acreditarão que podem vencê-lo”.
Eu acredito que agora as coisas comecem a entrar no ritmo normal. Anormal é você ter um tenista que perca somente três partidas num ano, como foi com ele em 2006 (e uma dessas derrotas foi justamente contra Murray). Virão mais derrotas, mas podem esperar que o suíço vem com a faca entre os dentes para o resto da temporada.
Duvido muito que ele perca sua condição de melhor do ranking, mas que a temporada 2008 promete ser muito mais interessante que as outras.
Federer que arrume um jeito mais educado para as derrotas já que Djokovic e cia. vêm aí.
É disso que eu falo.
Março 1, 2008

Posso ficar chato, mas vou bater nessa tecla até eu não agüentar mais. Mas olhem a notícia de hoje do Tenisbrasil:
“Ucraniano pára Ljubicic e comemora 1º título em Zagreb” (…)
“Não foi desta vez que o croata Ivan Ljubicic encerrou o jejum de títulos pelo circuito da ATP. O ex-número 3 do mundo não resistiu ao sólido jogo do ucraniano Sergiy Stakhovsky e caiu em dois sets, parciais de 7/5 e 6/4, com 1h48 de partida. O troféu em Zagreb é o primeiro de ATP conquistado por Stakhovsky.
O desconhecido tenista de apenas 22 anos só conseguiu entrar na chave principal na Croácia como lucky-loser. Stakhovsky, 209º do ranking, realizou grande campanha e mostrou a que veio logo na primeira rodada, quando eliminou Ivo Karlovic, cabeça-de-chave 2 do evento”.
Ou ele é um fenômeno ou tem as mesmas chances dos nossos tenistas de chegar lá e surpreender. O ranking dele é abaixo o de vários brasileiros. O que o faz chegar num ATP Tour e surpreender?
Volto à minha tese de que lá fora os caras se acostumam a pegar gente graúda desde o início. São vários fatores para a construção de um grande tenista, até pq Argentina e Chile são nossos vizinhos e produzem mais tenistas talentosos que nós.
Mas o cara lá fora desde cedo tem que viajar sozinho, se virar, fazer dinheiro, treinar forte para poder sobreviver. Aqui o que se tem é um bando de filhinhos de papai que não vão se esforçar aos 17, 18 anos, abdicando de festas e namoradas sendo que os amigos estão aproveitando os melhores momentos que a adolescência os dá.
Federer, Djokovic, Nadal, todos foram pegadores de bola. Imagina falar isso aqui no Brasil?
De novo, o negócio (um dos) é pegar 4, 5 moleques que queiram viver de tênis e viver O tênis (são coisas bem diferentes) e mandar para a Europa. Dar todo o suporte técnico, físico e psicológico. Botar esses caras para competir em torneios, botar a cara a tapa.
Vão perder muito, mas voltarão muito mais “cascudos”. Depois vejam o resultado daqui uns 2, 3 anos.
E parabéns ao Stakhovsky. Assim é que se faz.