Sei não…

Janeiro 30, 2008

 

É normal tenistas terem momentos ruins, fases horríveis, despencarem no ranking. Mas, geralmente, aqueles que tiveram algum destaque recuperam um pouco da forma.

Até o meu ídolo, Andre Agassi, chegou a pular fora do top 100 para depois voltar em grande estilo. E outros também como Moyá, Ferrero, Safin que está penando, mas luta bravamente para recuperar a forma 

Em comum, a maioria desses “come backs” é de tenistas que tiveram lesões que os afastaram do bom jogo. Alguns problemas emocionais. 

Norman e o Guga não tiveram essa sorte e foram forçados a abandonar deposi de graves lesões.

Agora, vejam o exemplo dos argentinos. Longe de levantar suspeitas, mas é curioso observar como há algumas coincidências.

Zabaleta chegou à final de Roland Garros com uma discreta barriguinha, deu trabalho para Nadal e depois foi flagrado no teste anti-doping. O Cañas também foi suspenso pelo mesmo motivo. Voltou voando. Durante um torneio de exibição no Brasil, há quem diga que ele, depois de uma bela noitada, já estava cedo correndo pela praia de Copacabana. Só para lembrar ele levou a taça.

E depois ganhou duas (!!) vezes do Federer.

O Coria então dá até pena falar dele. Com aquele saque de 3ª divisão do infantil, não dá nem para lembrar do vice-campeonato de Rolland Garros, em 2004.

E é justamente seu algoz naquela decisão que me deixa mais “encucado”. Gastón Gaudio fez história numa final sul-americana. Levava a taça para casa e alguns apressados até o comparavam com o Guga.

Corta para 2007

A queda livre foi intensa. Sem ganhar um jogo de destaque desde então, Gaudio chegou ao ponto de ser vaiado em casa, no ATP de Buenos Aires, após perder mais uma partida de forma ridícula.

Corta para 2008

O ano muda, mas o panorama não.

Pela primeira rodada de Viña del Mar é atropelado pelo espanhol Santiago Ventura (quem?), 88º do ranking de entradas da ATP, por 6/3 e 6/0. Sim, um pneu.

E, de acordo com o site Tenis Brasil, ele desabafa:

“Não é um bom momento e estamos pensando mais em deixar (de jogar) do que seguir”.

Ele hoje é o 183º colocado, uma posição até razoável pelo tênis que ele (não) vem jogando. Gaudio já tem 29 anos, num esporte que aparecem bons jogadores cada vez mais novos, e me parece impossível que ele retorne a um top 30, por exemplo.

O que será que aconteceu com ele? Será que o título de Rolland Garros e a 5ª posição conseguidos foram apenas obra do acaso?

Não sei, acho muito estranho. Não vivo o mundo do tênis de perto, mas não me surpreenderia se tívessemos mais uma notícia sombria de nosso tenista hermano.

Play!

Janeiro 29, 2008

Desde os nove anos – e aí já se vão 22 – eu não sei mais o que é viver sem bater uma bola. Já fiquei longos períodos (como agora) sem entrar numa quadra. E, talvez por isso, eu tente compensar escrevendo nesse blog.
Na verdade, serão apenas as minhas impressões, impressões de um cara que ama esse esporte e que se pudesse, jogaria todo dia.
Sejam bem-vindos!