Federer,

tire férias, vá curtir com sua noiva, a gordinha tcheca, em alguma ilha do Caribe, ou na Grécia. Encha a cara, cante em karaokês, teste um fórmula 1, voe de asa delta, enfim, divirta-se.
Quando voltar, a gente espera que você não esteja mais com essa cara fechada, esse semblante de “saco cheio” que você anda apresentando.
Perca o segundo lugar do ranking. Deixa o Djokovic encostar no Nadal. Eles que briguem um pouco. Deixa pra lá por uns meses. Você já ganhou tudo que podia, joga mais que qualquer um, vai bater recordes de Grand Slam, de tempo como número 1.
Aí depois disso tudo se lembre de 2005, aquele ano que ganhar de você era como bater no Hulk usando uma pluma.

Complexo de vira lata

Agosto 14, 2008

 

A verdade é essa: os tenistas brasileiros não inspiram confiança em ninguém. Talentosos? Ok. Mas só isso não é suficiente. O Belucci, por exemplo, ressucitou o Hrbaty que há séculos não ganhava de ninguém. Do Daniel, nem falo mais.
Chegaram ao top 80 graças aos challengers. Vitórias em ATP Tours? Pouquíssimas. Enquanto isso, vamos vendo gente chegar junto, de ranking até menor, aos grandes e pelo menos encarando.
Quando vamos parar de dizer “nossa, o belucci deu trabalho para o Nadal”?

 

Não gostei. Estava torcendo para o Federer. Não me agrada muito o estilo do Nadal. Pancada, pancada, pancada. Jogar contra ele deve ser um inferno. Chega em todas, devolve todas, faz o adversário cansar tanto fisicamente quanto mentalmente. Tirando alguma contusão, é difícil alguém ganhar três sets no mesmo jogo contra Nadal.

 

Achei o jogo melhor a partir do terceiro set. Não sei se o Federer não é mais o mesmo como alguns dizem. Ele ainda é o número 1, o que aconteceu uns anos atrás é que ele estava iluminado. Agora, parece que as coisas estão na sua normalidade. Claro, ele me parece um pouco o Zidane no fim da carreira. Meio sem saco. Sei lá. Errou demais. Entregou muito ponto fácil.

 

 

Mas esperem pelo US Open, o suíço vai chegar babando. Não venceu um Grand Slam esse ano. É a última chance. E caso ele não vá bem nos próximos Masters Series, pode começar o torneio em Nova York na parte de baixo da tabela, como número 2.

 

Wimbledon para mim na verdade foi bacana pela volta do Safin aos bons tempos. Não conseguiu dificultar as coisas pro Federer na semi, mas já fez mais do que se esperava dele.

Citibank Masters Tour

Julho 9, 2008

Pois é, alguns aqui devem ter sabido da etapa carioca (a quinta) que aconteceu há duas semanas no Clube Caiçaras, na Lagoa, Rio. Eu que fui trabalhar nele acabei jogando o torneio Pro Am (aquele que mistura profissionais com amadores em trincas) por uma desistência de última hora. E olha surpresa aí embaixo (o do meio):

 

 

Sim, o ídolo de toda criança que hoje tem seus 30, 35 anos: Daniel Azulay!!! Primeiro que eu nem imaginava que ele jogaria tênis. Segundo que já foi uma surpresa e tanto vê-lo ali no clube e terceiro que eu JAMAIS imaginaria que ele faria parte da minha trinca. Já tinha pedido ao fotógrafo do evento uma com o Azulay quando o promotor bradava nos autofalantes:

 

- Quadra 2, trinca de Roberto Jabáli, Daniel Azulay e…… Luiz Alberto Moura!!!!

 

Ganhamos duas e depois perdemos nas quartas. Mas não importa. O que valeu foi ter dividido a quadra com ele.

 

Em tempo: Jábali chegou ao 106º do ranking. Pra quem acha isso pouco, vai ver o cara jogar.

 

Estamos de volta

Julho 9, 2008

Isso aqui tá uma vergonha, eu sei. Mas é por motivos se não nobres, pelo menos explicáveis. Estou de mudança para uma outra cidade e me sobra pouco tempo para atualizar o blog. Mas vamos aos posts.

É agora ou nunca

Junho 18, 2008

Esse ano é o ano de Rafael Nadal em Wimbledon. Nunca se viu Roger Federer tão abaixo do seu nível e ainda não dá para Djokovic competir com o espanhol. Apesar de algumas vitórias este ano sobre Nadal, o sérvio ainda vai ter que esperar para assumir o segundo posto do ranking.

Já Federer não anda inspirando muita confiança já há algum tempo. A grama de Londres é seu habitat natural, mas num dia menos inspirado dele e um inspirado de Nadal pode pôr fim ao reinado do suíço.

Porém, sou mais Federer. Depois de um semestre apagado se ele perder no lugar onde é rei sua moral vai pro espaço. Em Rolland Garros, ele entra pressionado por não conseguir ganhar de Rafa. Em Wimbledon, Federer se sente em casa. Vai fazer de tudo para defender “sua honra”. É como se depois de perder tudo, quisessem tirá-lo do seu lar.

Tudo é aposta. Nadal vem embalado. Venceu Queen´s batendo Djokovic com dificuldade. O sérvio ainda não aprendeu a controlar os nervos em pontos decisivos por isso não acredito muito nele. É a grande chance do espanhol vencer lá. É bom aproveitar. Duvido muito que haja outro ano tão fraco de Federer e Djokovic tende a subir cada vez mais. Sem falar em Tsonga, Gulbis e etc.

E ainda há a probabilidade de haver uma zebra. A grama é imprevisível, o golpe muda, o efeito dá lugar à batida chapada, sem falar no saque. Vai que o Nadal pega um Roddick naqueles dias e tudo pode acontecer. Difícil, mas não impossível.

Apostas? Melhor não, né Davidenko?

Minha competência para atualizar esse blog já é caso de polícia, mas prefiro segurar pra qndo tenho algo a dizer do que ficar todo dia botando posts desinteressantes aqui (não que os outros não sejam!!).

Mas hoje aconteceu algo engraçado. Não tenho palavras. É isso. Vou dizer o que de Ana Ivanovic? Da mesma forma que há meses postei uma foto dela e nenhuma palavra, dá vontade de fazer o mesmo aqui.

Não. Algo precisa ser dito, senão fica parecendo que ela é só um rosto bonito. E, convenhamos, que rosto. E que pernas, que cintura, ai ai ai…

Pra não parecer um adolescente bobão aos 31 anos, vamos nos ater ao tênis.

E que tênis!

Não deu pra Safina, a patinho feio da legião do leste europeu, que lutou muito, venceu duas concorrentes diretas de Ivanovic ao primeiro lugar do ranking, salvando match points, porém chegou à final estafada. Mas mesmo inteira, a irmã do Marat não teria muitas chances.

Ao contrário de Sharapova, Ivanovic tem mais consistência. A russa fez um péssimo Grand Slam, esteve para ser eliminada logo no começo do torneio e deu um show de antipatia - quanto a isso, nada novo, não é?

No saibro, a sérvia mostrou mais regularidade, ano passado os nervos foram seu grande calcanhar de aquiles. Hoje, parece que ela já os dominou. Vamos ver em Wimbledon, onde Sharapova é mais perigosa.

E com esse sorriso ninguém mais merece ser a número 1.

Mais do mesmo

Junho 9, 2008

 

Sexta, 06, de junho de 2008, Plantão do site  Tenisbrasil:
19h14 Confiante, Federer garante: “Acredito que este é meu ano”

Domingo, 08 de junho de 2008, no mesmo site:
12h05 Nadal destrói Federer na final e é tetracampeão em Roland Garros

Acho que seria lugar comum dizer que estou surpreendido pela forma como Federer foi surrado por Rafael Nadal. Não achava que fosse tão fácil, mas hoje em dia não há como ganhar três sets num mesmo jogo do espanhol.

Se formos pensar, quem mais deu trabalho a ele foi o brasileiro Thomaz Bellucci, na primeira rodada.

EM TEMPO: Parabéns atrasado a Bellucci pela excelente vitória sobre o Berdich semana passada. Espero que assim ele comece a tomar gosto pelos torneios mais importantes e que largue de vez os challengers!

Esporte de faz de ídolos. Ídolos são feitos - obviamente - de vitórias. Então o que adianta ter vitórias se o público não pode acompanhar?

Não temos um jogador de simples que possa fazer frente aos melhores do mundo. Perdemos a mão na época da gugamania e deixamos de formar jogadores. Agora, temos que correr com o que há de melhor. E hoje o que temos de melhor é a dupla Marcelo Melo/André Sá.

Nunca tivemos tradição em duplas. Tirando a parceria Carlos Kirmayr/Cássio Motta que foi a um Masters (me corrijam se estiver equivocado) até hoje nunca tivemos resultados expressivos na modalidade.

O meu ponto é: já que não temos um grande jogador para a molecada se espelhar que transmitam os jogos de Melo e Sá! De algum jeito, as vitórias da dupla que hoje é a DÉCIMA na Corrida dos Campeões, vai empolgar os meninos, seja pra jogar com parceiros ou simples mesmo. Só este ano foram dois títulos em ATP Tours, Sauípe e Portschach.

Quem sabe não vem um Grand Slam?

Mais uma vez estamos deixando o bonde passar.

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Hoje, eles venceram de virada a dupla italiana Simone Bolelli e Andreas Seppi por 4/6, 6/3 e 6/2.

Mais do mesmo

Maio 29, 2008

Estive viajando e com o trabalho não deu para atualizar isso aqui. Se bem que dizer mais qualquer coisa sobre a despedida do Guga seria cair em lugar comum. Já disse muito sobre ele mais abaixo.

Também por conta de trabalho vai ser difícil assistir a Rolland Garros, não pude acompanhar jogo algum até agora. Li sobre a derrota de Bellucci e acompanhei a eliminação de Daniel para o Malzer via internet.

A despedida do Guga marca o retorno à realidade. Não acredito mesmo que tenhamos um top 30 em curto prazo. Já comentei aqui também que não se trata nem da questão de discutir talento. Tênis não é um esporte difícil e com treinamento e dedicação dá para fazer bonito.

O que falta a nós é cabeça. É um problema cultural, a “síndrome de vira lata” que nem tendo heróis como Guga conseguimos nos livrar.

Bellucci entrou derrotado contra Nadal (ok, era quase impossível vencer o espanhol) e a imprensa trata como “resultados significativos” vencer challengers e chegar a segunda ou terceira rodada de um Grand Slam.

Guga merecia um legado maior.

PS: Em tempo. Nalbandian perdeu pro 134º do mundo hoje.