Tenho trabalhado tanto que quando penso em escrever algo aqui dá uma preguiça danada. Queria ter um aparelho que “digitasse” meus pensamentos, pra eu não ter que sentar e sair escrevendo.

Mas diante do que aconteceu nos últimos meses, precisei botar no papel tudo que eu venho pensando.

Vamos nessa.

 

Copa Davis.

Foi um vexame. E que me desculpem os gaúchos, mas que torcidinha chocha. Claro que não por isso que perdemos, mas não vi um minuto um clima de Copa Davis. Aquele que a gente está acostumado a fazer: calor intenso, barulho e animação. Do outro lado da quadra estava dois tenistas que não tem mais expressão no cenário mundial. Giovanni Lapenti é jovem, alto, lento, irregular. E mesmo assim o Daniel sofreu pra ganhar dele. Jogo ruim demais. Depois, o Nicolas, experiente, quase aposentado. Deu uma aula de como se joga a Davis. E venceu os três jogos que disputou. Inclusive da nossa “ex-melhor” dupla, que desandou de vez.

Mais uma vez os comentários antes eram de “3 x 0”, “vamos voltar ao Grupo Mundial”. Mas se esqueceram de que esse mesmo time venceu a Grã-Bretanha na grama de WIMBLEDON.

Duvido que tenhamos uma chance tão clara de voltar no futuro próximo.

 

Agassi.

Eu sinceramente ainda não tenho opinião formada. É complicado quando se trata do seu ídolo mor de infância. Nem quando o Guga jogou duas vezes contra ele, e venceu, eu consegui ficar feliz e torcer pro brasileiro. Tinha a mesma raquete (até hj só uso Head), mesmo tênis, mesmo jeito de sacar (tive que mudar com o passar do tempo por questão de adaptação), bater a esquerda com as duas mãos… Enfim, copiava o cara mesmo.

Aí ele vem a público agora dizer que já consumiu drogas, durante o ano de 1997 inteiro e que já usou peruca em Rolland Garros. Será que é só pra fazer marketing da biografia? Duvido.

Vamos aos fatos: 97 o Agassi vivia sua pior fase como jogador. E na vida pessoal também. Por mais incrível que possa parecer, a vida com a Brooke Shields só trouxe problema para ele. Agassi chegou a sair do grupo dos 100 melhores e esteve perto de se aposentar.

Aí queria fazer uma ligação com o caso da peruca.

O cara era o garoto propaganda da Nike. Além disso, era o cara que tinha chegado para virar o tênis de cabeça pra baixo. Era o moleque abusado que pulava a rede quando ganhava as partidas, usava roupas coloridas, cabelo grande, cuidadosamente desgrenhado, brincos… Enfim, era o anti-herói do tênis. Treinado por um sujeito conhecido por levar seus pupilos às alturas, era muita a pressão sobre Andre Agassi naquele momento. Qualquer um bem assessorado não veria problema algum em dar aquela raspada no cabelo e assumir a recém começada calvice. Mas não me parece que era o caso. Ele ainda carregava a imagem do “menino rebelde”. E meninos rebeldes não têm problema de calvice. Teoricamente.

Voltamos pro caso do Speed.

Eu fico pensando na pessoa. Ele não usou drogas para melhorar o desempenho na quadra. É só ver por ele andou no ranking naquela época. E é por isso que me dá tanta raiva ver o monte de besteira que foi dita e escrita. Ele usou por que teve um momento de fraqueza, como todos nós temos. Ninguém aqui sabe o que se passava pela cabeça dele naquele ano.

Foi errado? Foi. Um atleta, ainda mais no caso dele, tem que dar o exemplo? Óbvio. Mais do que punição, eu acho que o caso merece uma reflexão mais do que profunda sobre a pressão que envolve hoje (hoje, entenda-se desde que o esporte virou uma máquina de fazer dinheiro) os atletas de alto rendimento.

Muitos vão dizer que todo mundo passa por problemas e nem todos usam drogas como “escapismo”. Sim, cada um lida como consegue. Nesse caso, além de uma questão social, é uma questão também sobre até onde pode ser possível fazer um ser humano chegar. Os limites de cada um e como lidam quando eles são ultrapassados.

São muitas questões aí. Entre elas, a conivência da ATP com o caso. Conivência não. Eu diria que ela foi relapsa. Pois teve ciência que um dos mais carismáticos e, por conseqüência um dos tenistas que fez o esporte crescer em popularidade, estava com um problema grave e não deu a devida assistência. Seja ela qual fosse. Até uma licença com ranking congelado para que ele pudesse cuidar da vida longe da pressão e restabelecer seu ponto de equilíbrio.

Se isso acontece com um astro consagrado, imagina o que pode fazer com um garoto que abandonou a família em busca de virar um profissional?

O problema agora é que todo mundo, inclusive a inócua Wada (a agência antidopping que só aparece na conseqüência, nunca na causa) quer dar seu pitaco. Ela que saiu esbravejando.

Não sei, posso estar sendo parcial, pelos motivos citados no começo do texto. Mas eu acredito que nesse caso (totalmente diferente do caso Gasquet) o ideal era discutir os fatores que fazem um dos maiores tenistas da história a tomar decisões tão estapafúrdias (em relação a peruca) e tristes como no caso do Speed.

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Fed is back! (?)

Agosto 23, 2009

Não vou dizer que foi um massacre, por que, no segundo set, o Djokovic deu trabalho, teve uma quebra a frente. Mas foi daquelas vitórias de encher os olhos. Deu pra sentir ali que Roger Federer teve uma atuação que lembrou os melhores tempos do número 1 do mundo. O primeiro set deveria ser usado em aulas teóricas de tênis. Mudanças de velocidade na bola, de direção, frieza nos momentos que poderiam se tornar complicados… Enfim, Federer mostrou que ainda há aquele tenista de 2003/2004 dentro dele. 

Vamos ver agora no US Open, que já de cara tem um favorito. Resta saber se esse Federer de hoje vai aparecer em Flushing Meadows.

Deu Federer e Djokovic. Amanhã promete um jogaço.

 

Na primeira, o Federer contou com o braço curto do Murray, e n precisou fazer tanta força assim. O escocês ainda n tem aquele diferencial pra ser o número 2 do mundo.

Depois o Djokovic deu uma aula em Nadal. Apostava no espanhol, mas parece q a contusão dele é um pouco mais grave do que parece. Os movimentos estão limitados, principalmente no saque. O problema que o Djokovic fica extremamente nervoso em momentos decisivos. Mas jogou mto. A esquerda foi um caso a parte. Tiro atrás de tiro. 

Sem previsões para amanhã. Fico na minha.

Quem vai?

Agosto 22, 2009

Agora, primeira semi de Cincinatti rolando. Federer já tem uma quebra na frente do Murray. Quem leva? Aposto no suíço. O Murray ainda tem problemas qndo precisa fazer valer o favoritismo. Resumindo: amarela. Na outra, uma incógnita. Nadal ainda longe dos 100% e Djokovic mais irregular do que nunca. Mas ainda dá o espanhol.

É. Faz tempo que não posto aqui. Nem falei da vitória do Federer em Wimbledon e já temos um novo número dois.
Se há justiça ou não, não sei, mas a verdade que Andy Murray é o tenista do momento. Ninguém anda jogando mais que ele no circuito. Depois de um primeiro set em que vacilou nos momentos decisivos, o escocês pegou o jeito e, diante de um Del Potro exausto, só botou a bola do outro lado e levou a taça.
O sistema do ranking é cruel. Ganha-se num ano, é preciso justificar no outro e, por isso, Nadal caiu para terceiro. E ele ganhou tanto em 2008 que, de uma vez, despencou do primeiro para o terceiro posto.
Apostas para o US Open? Murray, Del Potro e Roddick nas semi. O outro deve ser Federer. Só não repetir o vexame que deu contra o Tsonga. Mas o quarto Grand Slam do ano promete ser o mais sensacional dos últimos tempos.

Meio a meio

Julho 3, 2009

Foi épico, mas Roddick botou água no morango com chantilly dos britânicos e mandou Murray pra casa. Não vi, mas deve ter sido um jogão.

Na outra, mole mole. Federer está com nove dedos na 15ª taça de Grand Slam. Só perde se amarelar muito.

Meio a meio. Tô me saindo melhor.

Federer 3 x 0 Karlovic – Acertei tudo.
Roddick 3 x 2 Hewitt – Errei as parciais, pq tinha colocado Stepanek. Mas acertei o vencedor.
Haas 3 x 1 Djokovic – Inverti o placar.
Murray 3 x 0 Ferrero – Acertei tudo.

Voltei com tudo e quero confirmar a minha sina de ser péssimo em palpites.
Mas vou a eles, quem torce por quem eu estou colocando como perdedor, pode começar a se animar.

Quartas-de-final
Roddick 3 x 0 Hewitt – Suado
Murray 3 x 0 Ferrero – Mole
Djokovic 3 x 1 Haas – Hass entrega pela cabeça ruim que tem
Federer 3 x 0 Karlovic – Três tie breaks e o croata sai sem ter perdido um game de saque

Semifinais
Murray 3 x 2 Roddick – Suado, épica.
Djokovic 3 x 1 Federer – Federer entrega o jogo.

Final
Murray 3 x 2 Djokovic – E o britânico entra pra história.

Será?

Meu Deus. Faz muito tempo. Isso se chama, na verdade, de falta de tempo. E preguiça. Não está acontecendo muita coisa interessante no tênis nesses dias que me faça vir aqui com alguma freqüência. E parafraseando o Agamenon Mendes Pedreira, duvido que algum dos meus 7 leitores e meio (um é analfabeto) sentiu muita saudade.
Nesse meio tempo muita gente ganhou, muita gente perdeu, o Nadal estourou como era de se esperar, o Federer vai ganhando daquele jeito de empurrar com a barriga. Aliás, o suíço é o típico caso no tênis que se ganha com a camisa, ou com a raquete. Tipo a seleção brasileira de futebol. Pode não estar naqueles dias, mas a camisa se impõe. E eu não me lembro da última grande atuação do marido da Mirka.
O Djokovic assumiu mesmo ser o quarto do mundo e fica naquela zona de conforto. Deixa o Murray se lascar para pegar o número 2 e sabe que o Del Potro ameaça, ameaça, mas no fim, sai de cima. O Safin não quer nada há muito tempo.
Sá e Melo chegaram naquele estágio que era o previsto. Ou seja, não eram essa dupla toda. Pena por que faz falta ter para quem torcer. E não me venham com Bruno Soares. No dia que ele fizer uma parceria inteiramente brasileira eu torço para ele.
Depois dos Masters, veio Rolland Garros e a queda do Nadal. Até hoje ficam botando panos quentes na briga dele com o Soderling, que é a antipatia em pessoa. O tênis precisa de umas polêmicas. Tá tudo muito chato e conservador.
Falando nisso, temos aí Wimbledon. E a grande novidade é… o teto retrátil! Uau. Que grande coisa. O que adianta? Já chiaram. E se chover as outras tantas quadras terão que interromper os jogos do mesmo jeito. Só adianta para a Central. Pelo menos, o jogo rápido reserva mais surpresas. Só o fato de termos nas quartas Hass, Hewitt e Ferrero, esse então uma zebraça.
Eu torço pelo Murray. O Federer merece bater a marca do Sampras contra o Nadal. Senão fica aquela “ah, mas o espanhol não jogou Wimbledon”. Torço para que o suíço seja eliminado contra o Karlovic ou nas semi para ficar menos doloroso.
Enfim, vamos ver o que esse fim de semana reserva. Só não me peçam para falar do tênis brasileiro, essa do Emílio Sanchez é para dar resultado daqui uns 10 anos. Já é algo.

Na mesma semana em que a CBT anuncia a contratação do Emílio Sanchez e um projeto de um CT, pudemos novamente torcer para um brasileiro numa decisão de verdade. Nada de challengers, mas sim um Atp. Fazia tempo.
Porém, sou um dos poucos (se é que alguém também acha) que não viu tanto jogo assim no Bellucci na final. Nervoso, errou demais em momentos decisivos, não sacou bem e mostrou que o grande problema do tenista brasileiro é a maldita da cabeça.
Sem a parte mental forte não se chega a lugar algum no tênis. Vide o Nadal que vence jogos duros com a cabeça.
Mas pelo menos houve uma pequena evolução. A luz no fim do túnel ainda é minúscula, mas já é um avanço.
Resta saber se pro resto do ano, Bellucci vai continuar atrás dos grandes torneios ou vai apelar pra challenger de novo. A cobrança vai ser cada vez maior.
Quem quer ser grande tem que jogar contra os grandes.
Vejamos o que acontece.