Como vai começar 2012?

Depois de duas semanas chegamos ao que interessa. Daqui sete horas, os dois melhores tenistas do momento estarão espancando a pobre bolinha amarela pelo primeiro Grand Slam do ano. Em 2011, Novak Djokovic fez a sena em cima de Rafael Nadal. Seis finais, seis títulos do sérvio. Até o começo dessa “série”, o espanhol tinha só o dobro de vitórias sobre seu adversário de amanhã.
Com a freguesia, Nadal se viu forçado a fazer algo. Como não dava para mexer durante a temporada passada, fez no período de preparação testes com uma raquete mais pesada, justamente para tentar equiparar o que Djokovic teve de melhor no ano passado que era o peso da bola, algo que incomodou demais o sobrinho do Tony Nadal.
Vejo neste momento Rafa melhor, com mais força nos golpes, mais consistência, ao passo que Novak parece ainda estar se refazendo da estenuante maratona que 2011 lhe impôs (vamos lembrar que as férias dos jogadores dura 15 dias se muito).
Portanto, considero o espanhol favorito. Por este motivo e por também não querer começar 2012 como terminou 2011, vendo o colega de profissão levantar mais uma taça na frente dele.
Meu palpite: Nadal 3 x 1. A minha torcida? Djokovic 3 x 0.

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Guerra de decibéis

Haja tímpano. É jogo para ver no mute, até porque a imagem das duas já vale pelo espetáculo.
Considerações à beleza de Maria Sharapova e Victoria Azarenka a parte, o jogo de amanhã cedo promete ser uma guerra. Ambas são lutadoras, batem pesado na bola. Eu prefiro mais o estilo da Kim Clijsters, mais técnico. Mas as duas loiras mereceram chegar à final. E quem vencer será a nova número um do mundo, posto já ocupado pela russa. Quanto à Azarenka, se vencer, leva de uma só vez a liderança do ranking e o primeiro título de Grand Slam.
Isso prova a zona que é o circuito feminino. Será a quinta campeã diferente em cinco slams seguidos. E a quarta do mundo (Sharapova) pode ser a número um num só torneio (beneficiada pela queda da amarelona da Wozniacki).
A conferir então.
O meu palpite? Azarenka 2 a 1.

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O jogaço em imagens

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Djokovic, Djokovic, Djokovic… e Murray!

Olha, valeu a pena acordar super cedo e ficar quase cinco horas em frente à TV para assistir a um dos melhores e mais tensos jogos q eu já vi. Não foi um primor de técnica, mas de emoção ninguém pôde reclamar. Cinco sets e qualquer um poderia ter vencido e mereceria caso fosse. Tudo que uma partida com esse grau de tensão tem que ter aconteceu: erros não forçados, braços presos, winners, torcida ativa, erros dos juizes…
Toda vez que alguém conseguia uma pequena vantagem, o braço encolhia e o adversário crescia. E como os dois queriam vencer. A cada ponto importante se viu coisa que só se vê em jogos de Copa Davis, tanto Murray quanto Djokovic chamaram a torcida, muito diferente do jeito “sou um gênio, mas não tenho saco pra esse joguinho”, postura insuportável do Federer. Ambos mostraram um coração incrível, inclusive Murray, que é conhecido pelo “amarelão”. Mesmo no quarto set, que perdeu por 6/1, visivelmente se poupando para o quinto.
O resultado era impossível de se prever, dado que os dois oscilaram o tempo todo. Porém, quando todos achavam que a fatura estava liquidada, Djokovic, que teve 5/2 no quinto e sacava em 5/3, perde o saque de zero. Aí Murray veio para cima. Todos vão se lembrar do 11o game do quinto set (5/5), quando o escocês teve dois breaks e não conseguiu fechar, com o número 1 do mundo acertando uma paralela, para salvar um dos breaks, que tem que entrar nos highlights do campeonato.
No fim, (6/3, 3/6, 6/7(4), 6/1, 7/5) venceu quem teve mais frieza e está mais acostumado a decidir. Djokovic chega à terceira final de Grand Slam seguida, feito que só Rod Laver, Pete Sampras, Rafael Nadal e Roger Federer conseguiram.

Vamos a mais um Djokovic x Nadal e, claro, a torcida é TODA pelo bicampeonato do sérvio. Mas, preparem-se, Murray subiu um degrau no jogo.

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A próxima geração dos Bryan

Depois da classificação para a final, um singelo chá de bebê para o futuro pai Bob Bryan. O mais engraçado é ele contando, logo no início do vídeo, que descobriu que a mulher, Michelle, estava grávida – de uma menina – na primeira rodada de Roland Garros. Com uma notícia dessas, a queda nas semi no torneio francês nem deve ter doído tanto.
E os irmãos ainda tem uma banda.

Chá de bebê de Bob Bryan

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Ele, de novo

É, cada vez fica mais difícil achar que o Federer vai se impor ante ao Nadal. O problema ali é psicológico. Se ele, que ficou um tempo sem técnico, aceitou ter alguém o acompanhando, talvez fosse a hora de achar um profissional pra tratar da cabeça dele.
E não é só contra o Nadal não. O suíço entrou numa de querer ganhar jogando pelo caminho mais difícil, talvez por já ter tudo que o tênis possa dar. Mas é incrível como ele até hoje não fez como o Djokovic, por exemplo. Estudar o cara, ver os pontos fracos e insistir ali. O tempo todo.
Como não faz isso, virou freguês de carteira do espanhol, que agora tem o DOBRO de vitórias contra o adversário.
Federer até teve chances, inclusive num break point com 4/4 no quarto set que o Nadal devolveu uma bola incrível, culminando com um erro displicente do suíço.
A se destacar a vontade do espanhol. Nada surpreendente. É uma aula de como se comportar em quadra.

Quem vem agora? Murray ou Djokovic? Meu palpite: Djokovic 3 x 1.

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Que Azar que nada…

Impossível não fazer esse trocadilho ridículo ao falar de Victoria Azarenka. Neste momento, ela enfrenta a Kim Clijsters por uma vaga na final.

Mas, convenhamos, mesmo que perca, a Azarenka já ganhou um lugar especial nesse blog.

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Eles, de novo!

Assisti ao jogo intercalado com a medíocre estreia do Flamengo na Libertadores. Mas como isso é um blog de tênis, deixemos o (paupérrimo) futebol de lado e nos concentremos no tênis. E que tênis. Os irmãos Bryan deram um susto na torcida com um fraco primeiro set, que teve a dupla Lindstedt/Tecau jogando o fino. No segundo set, levaram na marra e foram ao tiebreak quando tiveram 3/5 e dois saques de Lindstedt.
Mas aí, meu caro, pesa a camisa. Quem tem aquele “algo mais” nessas horas se dá bem. E os gêmeos viraram para 7/5, com uma frieza e táticas sensacionais.
Aliás, o que me impressiona nos Bryan é o foco no jogo. Mesmo após um erro, um winner dos adversários, qualquer coisa, NADA tira o semblante calmo dos dois. Eles simplesmente se viram para o fundo da quadra e já se falam sobre o próximo ponto.
Não é a toa que são a dupla número um há tantos anos.
Ver os Bryan é sempre um show.

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O show dos Bryans!

Rafael Nadal x Roger Federer? Só mais tarde. Antes tem Flamengo e também a melhor dupla do mundo (talvez de todos os tempos), os Bryan. Jogam contra Robert Lindstedt e Horia Tecau. Ou seja, jogaço. Vale a pena ficar ligado, pois é raro ver duplas na tv. E esse jogo é clássico do tênis atual.

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Lá pelos idos de 2005…

Enquanto a Maria Sharapova e a Ekaterina Marakova se digladiam nas quartas do Australian Open neste momento (é brabo aturar os berros da Sharapova). Segue um vídeo com os highlights da final entre o compatriota delas, Marat Safin e o tenista da casa e esperança do público Lleyton Hewitt. Depois de um começo arrasador, o australiano não resiste ao jogo pesado e à grande categoria do russo que fecha em 3 x 1 (1/6, 6/3, 6/4 e 6/4).

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